A pandemia.



Ando com um⁣ nervoso miudinho constante. Até costumo ser optimista e adapto-me rapidamente às situações apesar de sofrer por antecipação em muitas delas. Neste caso nem sei bem já o que sentir, porque já só sinto tempo perdido. Tantas coisas maravilhosas que tinha em agenda canceladas, ora por respeito ao dever cívico de não ser eu a criar ajuntamentos, ora por receio das pessoas que se refrearam bastante.


A verdade é que muitos negócios se readaptaram passando para o on-line. No caso do Jardim, cujo core business é ser um espaço físico de convívio, aprendizagem e criatividade, o on-line fica posto de parte. No Verão e nas férias do Natal a ocupação dos tempos livres para crianças serviu de balão de oxigénio para uma motivação já meio moribunda. Mas agora... agora já nem sei o que pensar.


Eu que tenho tentado não mergulhar a fundo nos números da pandemia, dou comigo receosa que este confinamento não seja suficiente para trazer alguma acalmia a uma situação completamente descontrolada. Questiono sobre o passo a tomar a seguir. Não há grande coisa a planear porque vivemos em⁣ blocos de 15 dias e em estados de emergência renovados constantemente. Cancelar ou adiar começa a ser doloroso para mim. Tenho ideias de projectos que queria criar, mas sinto um enorme desânimo.


Sei também que tenho que aceitar ter um ou outro dia destes com mais negritude dentro da minha mente. Mas não criei o Jardim no final de 2019 para ter as portas fechadas durante meses.⁣ Mas sei que cada um tem o seu próprio mundo em tumulto. E temos que ser fortes.

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